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domingo, 26 de janeiro de 2014

LA ONU EXCLUYE A LOS ROMA DE LA CEREMONIA CONMEMORATIVA DEL HOLOCAUSTO (SAMUDARIPEN)

http://baxtalo.wordpress.com/2014/01/24/la-onu-excluye-a-los-roma-de-la-ceremonia-conmemorativa-del-holocausto-samudaripen/

Mais um absurdo, um caso claro de preconceito contra a Rromá. Infelizmente roubam mais uma vez a história de perseguição e a tragédia que matou e que continua matando muitas vidas da rromá.

A decepção fica por conta da surpresa ... logo vindo da ONU - que não tem o direito de separar, de fazer essa diferenciação. Uma vergonha para a organização. 

AMSK/Brasil

LA ONU EXCLUYE A LOS ROMA DE LA CEREMONIA CONMEMORATIVA DEL HOLOCAUSTO (SAMUDARIPEN)

En realidad, los Rroma (Gitanos) fueron perseguidos, encarcelados, torturados, esterilizados, utilizados para experimentos médicos, gaseados en las cámaras de gas de los campos de exterminio, porque ser Rroma, según la ideología nazi, era pertenecer a una “raza inferior”, indigna de existir. Para ellos, los Rroma eran genéticamente ladrones, traidores, nómadas: la razón de su peligrosidad se tenía que buscar en su sangre, que precede siempre a su comportamiento
En realidad, los Rroma (Gitanos) fueron perseguidos, encarcelados, torturados, esterilizados, utilizados para experimentos médicos, gaseados en las cámaras de gas de los campos de exterminio, porque ser Rroma, según la ideología nazi, era pertenecer a una “raza inferior”, indigna de existir. Para ellos, los Rroma eran genéticamente ladrones, traidores, nómadas: la razón de su peligrosidad se tenía que buscar en su sangre, que precede siempre a su comportamiento.
No se si lo sabías pero un año más los Rroma están excluidos de los actos oficiales de conmemoración del Holocausto de la ONU en Nueva York.
Se había conseguido, no sin esfuerzos, la participación de un orador, no siempre romaní, en dos ocasiones, pero este año se ha rechazado la concesión de 5m para las víctimas y ponentes romanís aduciendo “falta de tiempo”.
Vergonzoso y humillante para una población que ha sido olvidada sistematicamente, que no fue reconocida como víctima del Holocausto (samudaripen) hasta el año 1982 (¡¡), que no recibió compensaciones por el daño recibido, que fue exterminado en un 70%, proporcionalmente superior al número de judios exterminados, que nos levantamos cada día leyendo graffitis donde se pide nuestro exterminio, en una Europa en la que somos parias y chivos expiatorios sobre los que se ejerce la violencia  y la humillación gratuita… facilitar el olvido, negar la memoría es como asesinar dos veces a las víctimas.
Un grupo de Activistas romanís están pidiendo que se envien mensajes pidiendo la inclusión de los Rroma en las ceremonias de conmemoración SIEMPRE, con 5m de intervención, así como el cese de la discriminción que sufren los aplicantes romanís para los programas de cooperación de UN’s Holocaust Outreach Programme.
Podéis enviar vuestros mensajes a  Kimberly Mann (mann@un.org), y en cc a petragelbart@gmail.com

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

DIREITOS RESPEITADOS

 

 A luta do Sr. Carlos Amaral não é de hoje, mas quando se faz as coisas de forma correta, essa realidade fica transparente. Foram anos de luta, mais de 30 anos. Ele merece e se organizaram para isso. De fato um acampamento modelo que tira o estereótipo de cena e mostra uma comunidade que sobrevive na luta de manter as tradições, de forma honesta e certa. De fato um acampamento modelo.

AMSK/Brasil

Ciganos Calon recebem certidão que reconhece posse de imóvel ocupado há 30 anos

Intenção é que a União lhes conceda direito real de uso sobre o território
19/12/2013

Belo Horizonte. A Superintendência de Patrimônio da União no Estado de Minas Gerais (SPU) expediu, nesta quinta-feira, 19/12, uma certidão reconhecendo a posse, em favor dos membros da Comunidade Cigana Calon, de um terreno localizado no Bairro São Gabriel, em Belo Horizonte/MG.

O Ministério Público Federal (MPF), por sua Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e a Defensoria Pública da União, que vêm atuando no caso, participaram do ato na condição de intervenientes.

Na prática, a certidão tem o objetivo de resguardar os direitos da comunidade Calon, enquanto não é concluído o processo de concessão de direito real de uso coletivo, que lhes garantirá o uso continuado da área que ocupam há mais de 30 anos.

O terreno em questão, de 21.745 metros quadrados, pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal e, atualmente, integra o patrimônio da União.

A certidão que reconhece o uso do território tradicional Calon no bairro São Gabriel é um importante passo no processo de regularização fundiária em favor da comunidade. Ela também registra, por meio de coordenadas geográficas, a localização exata e todos os limites do imóvel.

Com o documento, os integrantes da comunidade poderão, a partir de agora, providenciar o cercamento da área, com a finalidade de protegê-la de eventuais esbulhos ou de qualquer ocupação que possa comprometer a integridade do terreno no qual residem. 

“O reconhecimento da posse exercida pela comunidade cigana Calon tem amparo não apenas no direito constitucional à moradia, mas sobretudo no dever do Estado brasileiro de proteger seu patrimônio cultural. Trata-se de resguardar as referências que o território tradicional Calon, no bairro São Gabriel, trazem à identidade, à ação e à memória desse importante grupo minoritário, que participa da formação da sociedade brasileira”, afirma o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Edmundo Antônio Dias.

O MPF ressalta que mantém o objetivo de buscar o reconhecimento da dimensão total do território tradicional indicado nos relatórios antropológicos produzidos pelo Nuq/UFMG e pela Assessoria Pericial do Ministério Público Federal, o que é imprescindível para a manutenção dos modos de criar, fazer e viver daquela comunidade.

http://www.prmg.mpf.mp.br/manhuacu/@@noticia_prm_view?noticia=/internet/imprensa/noticias/indios-e-comunidadestradicionais/ciganos-calon-recebem-certidao-que-reconhece-posse-de-imovel-ocupado-ha-30-anos

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 2123.9008
No twitter: mpf_mg

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

UMA FOTO QUE FALA

A importancia do registro, da história, da época. Daqueles que escreveram a esperança de dias melhores para a Rromá.

Em pé e de lenço no pescoço; Juan de Dios Ramirez-Herédia.

AMSK/Brasil

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

FOTOS HISTÓRICAS

São telas que registram a história por séculos de discriminação e de preservação da cultura. O que queremos é mostrar que essa estrada foi percorrida com fotos inéditas e outras já bem conhecidas.

Ciganos alemães - 1909

fortuneller

Visitas no acampamento de ciganos
fotos que contam um pouco dessa história,
que atravessou os anos e os oceanos.
Chegou aqui e manteve muitas das tradições.

AMSK/Brasil


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CAI UM DOS MAIORES HORRORES PRATICADOS CONTRAS AS MULHERES DE ETNIA ROMANI

El Consejo de Helsinki pide a Chequia que compense a las mujeres que fueron esterilizadas a la fuerza

14-01-2014 14:23 | Carlos Ferrer



Se trató de una medida de higiene social que raya con el genocidio. Entre enero de 1972 y mayo de 1991, las autoridades sanitarias del régimen comunista primero y de la incipiente democracia después, ordenaron esterilizar a toda una serie de mujeres de escasos recursos, la mayor parte de ellas de etnia gitana. Mediante engaños, amenazas y una compensación económica, consiguieron que firmaran la autorización para ser intervenidas. 


 Leiam a matéria completa no link logo acima. Vale a pena
todas as vitórias que remetam ao reconhecimento dos absurdos praticados.
Lembramos que no Brasil, o já falecido Dr. Profº Frans Moonem começou essa linha de pesquisa, no nordeste do Brasil,
mas infelizmente não conseguiu prosseguir.


AMSk/Brasil

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

INSERÇÃO E SOLIDARIEDADE - UM MESMO CAMINHO



Juan de Dios Ramirez-Heredia, guarda em seu coração uma bandeira e tanto. Sabedor de uma estrada composta e traçada pela inserção, ele luta para mais essa abertura conjunta.
O uso correto dos impostos destinados a ONGs que lutam de fato pelos direitos dos mais necessitados; dentre eles, os desvalidos, os pobres, as crianças, as mulheres acometidas de câncer, os descapacitados e os mais idosos. São 0,7% de doação, direto do Imposto de renda.
Sociedade civil e governo, abrindo as fronteiras. Entretanto, como é bom, vermos um gitano a frente de tamanha campanha.


AMSK/Brasil

"A CUSTAS DE CIGANOS, TODOS ROUBAMOS"




ZINGARA - PAOLO VETRI 
 
ORIGEM DOS CIGANOS

Adaptação de The Gypsies, de Jean-Paul Clébert, por Asséde Paiva
Revisão: Acir Reis

S
abemos que por séculos os ciganos foram chamados ‘egípcios’. De fato, bem antes de serem oficialmente registrados como vistos na Europa no século XIV, todos os charlatões e pelotiqueiros nas principais estradas foram por eles mesmos denominados ‘egípcios’. A razão desta designação jamais foi completamente esclarecida. Alguns autores aproveitaram ao verem os primeiros ciganos representados por famintas hordas que serviam no exército de Carlos Magno[1]. Se a verdade deve ser dita, é incerto se aqueles ‘egípcios’ conhecidos no oeste antes do século XV, se proclamavam vindos das margens do Nilo, ou se foram as populações sedentárias que os viram como mágicos vindos de fora do país, com a reputação superior a todas as outras neste campo [da magia].

Seja como for, os chefes destes grupos de ciganos que batiam às portas de nossas cidades davam-se o título de ‘duques do Egito’. Eles tinham suas razões mas que não explicam a origem egípcia. Eles chamavam-se também ‘Duques do Pequeno Egito’. E talvez este título mereça explicação. Aqueles ciganos caminharam através da Alemanha. Agora, em alemão Klein-Egypten (Little-Egypt) significa Egito Menor (nos velhos mapas alemães, Ásia Menor é indicada Klein-Asien). É possível que, neste sentido, Pequeno-Egito designe uma região do oriente da Ásia.

De qualquer modo, os ciganos trazem à colação o testemunho do Gênesis, baseados na profecia de Ezequiel: ‘Eu espalharei os egípcios entre as nações’.

A variante russa da tradição cigana traz outra origem egípcia: durante a travessia do Mar Vermelho, quando as tropas do Faraó foram engolfadas pelas águas, um jovem e uma jovem miraculosamente escaparam da catástrofe e formaram uma família que se tornou o casal — Adão e Eva — dos ciganos. A recorrente semelhança na tradição deste mito se repete nos termos pharaon, pharaona (em espanhol; faraón, faraona) em várias cerimônias ciganas.

Apesar disto, as lendas que propõem ou defendem a origem egípcia dos ciganos são poucas e não muito explícitas. Mais palavras e melhor vinculadas ao nosso conhecimento de história são as que dizem respeito a regiões da Mesopotâmia e antiga Ásia. Entre muitas coletâneas místicas, as do Padre Fleury e Chaplain sobre ciganos na França, foram colhidas no local que no presente se chama Gond Sindhu, mais tarde chamado o Sinti, no Oeste, um termo que ainda designa um grupo de ciganos. Os Gondes são conhecidos no Leste da Índia, no Nepal e Burma, mas um ramo original do povo, o Sindhu ou Sinti, de acordo com a tradição, voltou-se em direção ao ocidente, cruzou a fronteira da Índia e tornaram-se domesticadores de cavalos. Eles comerciavam pedras preciosas e foram capazes de adquirir lotes de animais e dirigiram-se lentamente em caravana e se acharam na Caldéia. Lá, os aborígines receberam-nos amavelmente, eles eram especialistas em metalurgia do bronze e ouro. Eles ensinaram aos caldeus, popularizaram o yoga, perigosas façanhas de pular, como caminhar através do fogo e outros exercícios espetaculares. Em troca, eles foram iniciados na ciência das estrelas. Isto aconteceu antes da era de Abraão. Os sintos devem ter permanecido longo tempo entre os caldeus; quando o patriarca deixou Ur parece que foi acompanhado pelos sintos à terra de Canaã. Quando, finalmente eles chegaram no Egito, de acordo com a mesma tradição, eles novamente devotaram-se a exibições diante dos faraós e assim ganharam o direito de asilo. Isto sumariza o mito da origem egípcia dos ciganos. Os sintos também se aliaram aos israelitas e casaram-se entre eles.

Esta lenda não está acima de suspeita. Ainda começamos aflorar os traços nos quais progrediremos para caracterizar os ciganos. Eles, agora, tomam formas familiares: os ciganos são vistos como saltimbancos, mágicos, ferreiros e comerciantes de cavalos.

Como estabelecido nestas pesquisas, eu estou reunindo algumas lendas através das quais os ciganos reconhecem-se uns aos outros, devo pedir paciência da parte do mais exigente leitor de comentários dos egiptologistas, a fim de dar outra visão que dizem vinda de kako Chaudy:

Depois do dilúvio, nosso ancestral Noel vivia com seus filhos, um dos quais Caamo (Cham), de quem descendemos em linha direta. Caamo zombou do seu pai porque estava bêbado, e seu pai amaldiçoou-o e disse que ele seria escravo; nós permanecemos escravos por longo tempo. E os descendentes dos irmãos de Caamo, especialmente aqueles de Jafeto (Jafé), foram cruéis naquilo que nos afetava. Um de nós, chamado Tubalo (Tubal-Cain), tinha descoberto o modo de fundir bronze e ferro e como forjá-lo. E fomos obrigados a trabalhar sob chicote.

Um dia, nos revoltamos e readquirimos nossa liberdade; e conquistamos um país chamado Kaldi (Caldéia). Este país tornou-se demasiado pequeno para nós e nossos chefes, e nossos velhos sábios ordenaram que separássemos em dois corpos [grupos]. O mais valoroso grupo preparou para deixar o ocidente em direção à Índia, trazendo a Arca e a nossa coleção de livros sagrados. Mas, antes de separarmos, o patrin [pista] (a arte de reconhecer sinais na estrada) foi ensinado para centenas dos nossos membros das tribos e foi predito que as crianças de todas as tribos encontrar-se-iam novamente em um futuro remoto.

Metade do nosso povo então emigrou em direção à Índia, da qual eles trouxeram nossa língua bem como nossa indústria de ouro e ferro, com outras ciências. É necessário, contudo, notar que, na partida, uma discórdia foi levantada entre certas tribos da caravana e nova separação ocorreu. Enquanto alguns tomaram a rota da Índia, os outros foram em direção oposta que os levou a um país chamado Chal (Egito). Uma parte continuou a viver na Caldéia, onde se aliaram com o povo da Assíria (Assyrians). Havia dois reis: Pudilo e seu filho romano Nirano, que tomou a liderança do novo Estado. Construímos imensa cidade chamada Babila (Babilônia,) a qual se tornou a capital... As coisas continuaram assim até o dia em que Cirusho (Ciro), soberano do povo da Persies (Pérsia), nos guerreou.

Tínhamos que deixar a Caldéia: parte de nosso povo dirigiu-se para o ocidente e outra em direção ao oriente... Uma parte de nosso povo assentou-se em Pelasgii (Antiga Grécia) e nas ilhas circundantes. Nossos outros irmãos receberam autorização para cruzar a Pérsia e chegaram à Índia, onde eles encontraram novamente aqueles outros que deixaram a Caldéia milhares de anos antes.

A narrativa continua. Os ciganos foram bem recebidos pelos Pelasgians, novamente porque tinham conhecimento no trabalho em metais. Com os Pelasgians supõe-se que eles trabalharam, fundaram Marselha e foram até o rio Ródano. Mas no momento isto não nos preocupa. Pode-se contudo adicionar que a mesma tradição afirma que eles construíram as pirâmides, o que significa que eles participaram como trabalhadores não-qualificados na sua construção.

Sem encorajar o plano que se tem adotado para este trabalho, uma coisa deve ser registrada aqui: de acordo com as duas tradições, os ciganos levam ao extremo sua máxima identidade, de que vieram da Índia ou da Caldéia. Isto dificilmente simplifica o problema, a distância entre estes dois locais é apreciável, mesmo para os nômades. Segundo o Padre Fleury, os ciganos vieram da Índia e emigraram para Caldéia. No registro de chefe Chaudy o contrário acontece. Esta divergência de tradição nos traz uma certeza de que os ciganos moraram em ambos os paises e viajaram de um para outro. Isto é adicionalmente notável porque nas lendas deste povo quase totalmente iletrado, cuja cultura é exclusivamente oral, encontramos nomes distintivos de nossa história quase iguais.

É nestas legendas, as quais têm sido incessantemente reformatadas, que os primeiros ciganólogos procuraram mínimas certezas, construíram suas hipóteses e viram que eles são mais pitorescos do que as próprias lendas.


Nota do tradutor: Esta tradução teve um objetivo, qual seja mostrar que autores famosos abeberam em águas de outros para escreverem as próprias obras. Podemos garantir que Virgínia Wolff, autora de muitos livros, entre os quais sobressai ORLANDO[2], se inspirou em Clébert para nos dizer que os ciganos construíram as pirâmides. De fato, construíram também os Jardins Suspensos da Babilônia e talvez ajudaram os judeus a construírem o Templo de Salomão. Quem sabe eles vieram das estrelas? — como nos ensina William Lindsay Gresham, in Os ciganos da estrela, a mais linda estória que jamais foi escrita sobre o povo cigano.

No mesmo romance Orlando, a autora se inspirou em Richard Francis Burton quando denominou o chefe dos ciganos “Rustum”. Este é o nome de um emir indiano citado por Burton (apud Edward Rice). Digna de aplausos foi a autora ao inovar a titularidade de ladrão de criança, pondo-a em um grão-senhor inglês. E assim justifica plenamente o adágio português: À custa de ciganos, todos roubamos. Quando os ciganos acampam próximo ao povoado, o costume é incriminá-los pelos roubos enquanto permanecem por ali. É que os “outros” aproveitam da sua má fama para pára cometer os furtos e possam culpar o povo do caminho... Que fique bem claro: ciganos têm famílias numerosas, não precisam roubar crianças.


[1] Our arm admits / The just and unjust... / Bohemians and Teutons...  (Surranus, 1265).
[2] É um livro extravagante. Até a metade, Orlando é homem, espadachim, tem amantes. Da metade até o final, Orlando é mulher, ama, apaixona-se,  tem filhos. O período do romance abrange 200 anos.

sábado, 11 de janeiro de 2014

CIGANOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS EMERGIDOS NA BUSCA POR DIREITOS FUNDAMENTAIS.



CIGANOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS EMERGIDOS NA BUSCA POR
DIREITOS FUNDAMENTAIS.

Sílvia Régia de Freitas Simões
Núcleo Mover /CED/Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC /
Mestranda em Educação/ Bolsista do CNPq
Orientador: Reinaldo Matias Fleuri/UFSC
Co-orientadora: Nadir Esperança Azibeiro/UDESC

... Com os emigrados de Portugal veio também para o Brasil a praga dos ciganos. Gente ociosa e de poucos escrúpulos, ganharam eles aqui reputação bem merecida dos mais refinados velhacos: ninguém que tivesse juízo se metia com eles em negócio, porque tinha certeza de levar carolo. A poesia de seus costumes e de suas crenças, de que muito se fala, deixaram-na da outra banda do oceano; para cá só trouxeram maus hábitos, esperteza e velhacaria, e se não, o nosso Leonardo pode dizer alguma coisa à respeito.

Viviam em quase completa ociosidade; não tinham noite sem festa. Moravam ordinariamente um pouco arredados das ruas populares, e viviam em plena liberdade. As mulheres trajavam com um certo luxo relativo aos seus haveres: usavam muito de rendas e fitas davam preferência a tudo o que era encarnado, e nenhuma delas dispensava pelo menos um cordão de ouro no pescoço; os homens não tinham outra distinção mais do que alguns traços fisionômicos particulares que os faziam conhecidos. (Almeida, 1988).

 Registros de ciganos no Rio Grande do Sul.

Anais do II Seminário Nacional
Movimentos Sociais, Participação e Democracia
25 a 27 de abril de 2007, UFSC, Florianópolis, Brasil
Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais - NPMS
ISSN 1982-4602

AMSK/Brasil